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“Não me toque, Please!”

Seguramente quem o faz não sabe que as mãos acabaram de passar em vários tecidos com poeira, ou até estiveram comendo aquela deliciosa coxinha na área de alimentação.

Talvez falte olhar novamente ao esmalte vermelho e nem imagina o que poderá ter ficado embaixo da unha, tipo aquela gordura do saco de pipoca! Ou então, que aquele creme para as mãos secas não tenha a gordura descrita no verso da embalagem.

Quilt Festival Houston 2017

Pode haver também a “licença poética” de que “se sente melhor aquilo que se toca”.

Independente do que se acha ou se sente, o fato é o seguinte: NÃO É NÃO!

Não me toque“, quer dizer…  “não pense que ninguém verá você me tocando, pois suas digitais ficarão impressas em meus tecidos“. Se uma obra de patchwork exposta em uma feira pudesse falar… daria justamente essa sugestão as calorentas e sedentas convidadas.

As pessoas esquecem que os artistas levam horas, dias para montar um esquema para fazer o projeto. Dias e dias para escolher as cores dos tecidos, formas, contornos, cores das linhas do quilt. Há tanta energia em jogo… e, de repente em uma exposição, eis que se rendem à tentação.

Quilt Festival Houston 2017

Sim, eu entendo… que dá vontade, sei que dá. Mas não é justo! Não é justo com o artista que criou, não é justo com a Curadora que tem a responsabilidade de devolução da peça intacta, não é justo com a própria peça.

Uma peça que tenha que ir para a lavanderia, poderá ser manchada por um tecido que solte tinta, poderá perder o volume do quilt, já que as mantas poderão sofrer ao serem lavadas. É uma peça de Festival. Ela tem uma etiqueta que poderá sofrer danos também…

Há tantos motivos, mas em resumo é “Não coloque as mãos”. Simples assim…

Painel: Feriadão na 25 – Rute Sato

Tenho ida há vários festivais, e vejo que o problema é crônico. Ano passado, em uma feira em Florianópolis, as peças estavam lindas, algumas expostas nas paredes das escadas. Isso fez com que várias, e eu disse várias,  pessoas apalpassem as peças enquanto subiam os degraus. Na última feira de São Paulo agora, as peças estavam tão próximas dos nossos olhos, que várias mãos passavam levemente nas costuras. Aqueles quilts cheio de detalhes da Marcia Baraldi, em tons de nude e branco e as pessoas passando os dedos para sentir o Quilt….(suspiro). Aqueles trabalhos da Artista Ariadne Cordeiro, Wearable Art, Obras de Artes usáveis, ou para simplificar roupas feitas com várias técnicas do Patchwork (Airton Spengler irá me matar por essa minha simplificação), lindas demais… e já pensou com várias digitais? E não é porque a Rute Sato fez um lindo retrato da 25 de Março que iremos nos portar como se estivéssemos lá, não é mesmo?

Exposição Brazil Patchwork Show 2018

Sei que muitas de nós não têm esse hábito, mas vamos divulgar? Vamos ajudar a educar as nossas colegas, que ainda tem o vício de ver com os dedos (e só o fazem porque ainda não pararam para pensar que não devem)?

Em Houston há guardas e fitas assegurando distancia segura para as Quilteiras. Mas aqui não temos o espaço para a exposição, e não pessoas para cuidarem das obras o tempo todo. Mas temos a nós, um grupo unido e cheio de força, que poderá fazer desse um Post um “educar mais leve”.

Vocês podem me ajudar? Vamos divulgar?

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A irmandade de Retalhos – a Arte de ver a Arte!

Patchwork é arte sim! A foto destacada é a linda obra de arte intitulada como “Women of color Jewls of Kenya” de Patricia Kenned-Zafreed, obra apresentada no Festival de Quilt de Houston.

Difícil tarefa de mostrar as pessoas que não são apenas retalhos cortados e costurados.

Quando eu comecei a costurar várias amigas me pediam… “na sua hora vaga faz um para mim!”. Elas mal sabiam o quanto isso me incomodava, pois não era a minha hora vaga, e sim a minha  PRECIOSA HORA USADA!

As redes sociais são uma ferramenta muito boa para unir “Quilteiras”. O amor a nossa arte nos faz virar “irmãs retalhadas”. Conheci artistas maravilhosas através dessas redes e elas acabaram se tornando amigas e amigos queridos, daquelas que realmente se importam com o que estamos sentindo. Patch é isso… não é apenas aprende, reproduz, corta e costura!

Cada peça tem uma identidade adquirida. A escolha dos tecidos se torna a expressão da nossa alma e os desenhos utilizados para compor a peça, imprimem nossos sentimentos naquele momento. Se houver quilt, o tamanho e desenho do ponto estarão delineando os nossos pensamentos, percorrendo dentro de cada um de nós os nossos sonhos e anseios.

Hoje li um post da Ciça Mora, onde ela ressalta a importância de cada professora, cada mestre mostrar que há arte em tudo o que fazemos. Ela delicadamente se coloca em uma frase ímpar…. “Não se ensina Arte. Apenas se sugerem caminhos apontando que toda a forma deve possuir conteúdo”.

Rute Sato: “Metamorfose”

Quando eu comecei a ter aulas com a Rute Sato eu simplesmente me apaixonei pela sua alma de artista, pela sua generosidade em querer sempre nos ensinar a pensar, e não só “copiar e colar”. Continuar lendo A irmandade de Retalhos – a Arte de ver a Arte!

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Memória afetiva em forma de retalhos…

Perdi minha avó muito cedo. Eu tinha apenas 4 anos. Ela como toda vózinha, era doce, delicada e me mimava muito. Tinha uma máquina, mas não tenho memória dela costurando. Mas me lembro perfeitamente de que quando ela morreu, eu me apossei de um roupão de flanela, lindo, todo florido. Quando eu estava triste, ou quando a minha mãe brigava comigo, eu deitava e me enrolava nesse roupão. Essa peça depois se transformou em uma saia – e eu já deveria ter uns dez anos.

Nem imaginava, mas já tinha a memória afetiva em forma de retalhos. Lamento muito o fato de não ter nenhum pedaço dele para colocar em uma colcha para a minha filha!

Quando penso na arte do Patchwork, penso justamente nessas peças confeccionadas, que quando formos embora, elas ficarão. Estarão acalentando e dando colo a tantas pessoas que amamos. Estarão com toda a energia que deixamos em cada corte, cada costura. Não se escolhe tecido de maneira arbitrária. Se escolhe olhando e mirando o alvo de quem a terá, usará. Para a Nath usaria roxo e azul! Para a Mila Turquesa. Para a Aurea muitos gatos! Para a Vivi flores pequenas e delicadas! e assim vamos….

Faço parte de alguns grupos de Quilteiras Americanas no facebook. É uma experiência enriquecedora. Vejo posts de senhoras que acabam falecendo (pois todas nós iremos um dia), e os filhos fazem exposições dos trabalhos feitos por essas senhoras. São tantos edredons com tantas cores, ou monocromáticos, todos contando um pouco de quem as fez, nas entrelinhas das costuras… quiltar da vida! Continuar lendo Memória afetiva em forma de retalhos…

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É atalho com retalho, mas também não é!

Tenho observado e recebido muitos comentários em nosso blog. Não temos pretensão alguma de nos tornarmos experts em nada… queremos sim, sermos fonte de inspirações. O que soubermos, iremos partir da base do Patch, que é dividir informações.

Nosso site quer realmente desmistificar essa arte de unir retalhos. Queremos mostrar que o simples pode ser bem vindo e que o sofisticado também.

Painel feito por Michelle Jackson

Que não há regras no Patchwork. Que ele serve para fazer uma colcha de bebe, um caminho de mesa, uma decoração de Natal ou até uma foto do seu filho, montado em retalhos coloridos tingidos a mão. Pode ser uma bolsa ou uma maleta!

Pode ser o painel lindo, pictorial, pode ser o básico da aplicação a máquina! Tudo pode… Continuar lendo É atalho com retalho, mas também não é!

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Liberdade e muita expressão em retalhos

Como não se apaixonar pelo trabalho da Rute Sato?! Para mim e muitos outros amantes do patchwork, ela é uma das artistas brasileiras mais completas e autênticas no universo dos tecidos. Sua técnica e estilo transformam retalhos em arte, expressão, sentimento e até conscientização. Para os que acompanharam algumas das postagens que fizemos sobre o International Quilt Festival que ocorreu esse mês em Houston – EUA, puderam ver que Rute Sato representou o Brasil em grande estilo, expondo dois painéis que traziam uma mensagem forte de preocupação com o meio ambiente e conscientização social. A artista mistura desenho e fotografia para criar seus projetos e o resultado é realmente incrível.

Trabalhos expostos em Houston no International Quilt Festival

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