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As mudanças das Cores

Cecília Koppmann é daquelas pessoas que nasceram para mostrar ao mundo quão suave suas falas podem ser.
No Floripaquilt  tivemos o nosso primeiro contato. Para mim foi meio que um momento de “Tietagem” pois já acompanhava o trabalho dela pelo Pinterest e pelo Instagram. Foi um workshop enriquecedor, daqueles que a pessoa se doa para que você consiga extrair de si próprio o que se tem de melhor para aplicar no tecido.
Sai em total êxtase! Tanto foi que terminei o trabalho no mesmo mês (nós quilteiras sabemos que há um tempo para que isso possa ocorrer).
Dois dias após o curso, tivemos um novo encontro. Lá estava ela toda dedicada a unir pedaços de tecidos, e de uma forma toda lúdica, me explicou que estava correndo para terminar uma bandeira do Orgulho Gay, que iria entregar a uma amiga em Buenos Aires assim que chegar. Sem perguntar se podia, já comecei a tentar ajuda-la, para que de alguma forma a minha solidariedade pudesse estar inserida nesse movimento que tanto me agrada. Mais um ponto de conquista!
E não tivemos mais contato, a não ser em minhas buscas incessantes de inspirações, onde sempre colocava no Google o nome dela. Continuar lendo As mudanças das Cores
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Nem sempre festivo

Nosso meio é muito complexo…. somos muitas e tão diferentes! Temos uma geração toda composta de profissionais que se aposentaram e resolveram continuar se ocupando com uma atividade bonita e sofisticada. Também há uma geração de artistas, que resolveram se dedicar a criar com tecidos e vivem buscando associar suas técnicas com novos materiais. Criam obras maravilhosas!

Há também várias pessoas, que acabaram por se tornarem comerciantes por osmose e que resolveram se dedicar ao Patchwork como um rentável negócio. Começaram seus ateliês em “garagens” de suas residências e dão show de profissionalismo. Não podemos também esquecer que há uma nova geração, que já desde cedo fez do Patchwork sua primeira opção de vida e profissional. E elas realmente estão mais do que certas. Os números falam por si só…

Mas olhando bem de perto, mais do que arte eu consigo ver um comércio maravilhoso! Precisamos evoluir e muito, mas estamos indo bem… mas há tanto para melhorar!

Há vários festivais no mundo todo, mas alguns são bem famosos para nós latinas. Para muitos o sonho de consumo é poder visitar o Quilt Festival Houston. Continuar lendo Nem sempre festivo

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Made In Brazil

Muitos nos inspiramos nos trabalhos dessas quilteiras maravilhosas ao redor do mundo.

Temos vários festivais ocorrendo durante o ano todo, e sabemos da presença forte  e marcante das artistas brasileiras. Agora já somos fontes de inspirações!

Na semana passada tivemos dois eventos que devemos sim mencionar. Um foi relizado em Portugal,  no Castelo de Paço de Giela, na cidade de Arcos de Valdevez. Uma exposição de obras de artistas têxteis brasileiros, convidados para um grande e renomado Festival de Cultura, de 19 a 22 de abril, com curadoria da Ciça Mora.

Recebendo grupos de 60 pessoas no decorrer do dia, ela pode mostrar e explicar o trabalho das nossas artistas.

Também tivemos nos Estados Unidos, em na cidade de Paducah, The Spring Paducah 2018, onde na exposição The Contemporary Quilt Art Association, tivemos a presença de 23 artistas Brasileiras. Foram U$125,000.00 em dinheiro como premiações, além do prêmio da Janome Best of the Show de U$20,000.00 (bons motivos para investir em bons materiais e bons cursos não acham?)

Lucia Souza foi uma das grandes premiadas, com um trabalho que realmente mereceu cada olhar do festival. O quilt “Fireworks” de tamanho 26,5 cm x 31,5 cm todo feito à mão. 1º lugar de miniatura na 31ª Quiltweek Spring Paducah – Kentucky (site oficial)

 

“Fireworks”, Lucia Souza, foto enviada gentilmente pela Suzana Refatti.

Além disso várias brasileiras tiveram menções honrosas e também receberam “rosetas” de seus trabalhos, como as meninas do Órbita Quilting.

“Ergos” trabalho de Claudia Dias, exposto em Paducah

Claudia Dias por exemplo estava com 3 trabalhos expostos no festival de Paducah e 3 em Portugal.

Começamos então a semana dessa forma… estimulando a todas/os a se dedicarem e praticarem essa arte deliciosa de unir pedacinhos de tecidos. Contem sua estória… não importa a técnica, e não importa se terá ou não premiações internacionais. Nós estamos felizes em fazer parte da sua história, e queremos muito ouvir você!

Dividir para somar sempre!

 

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“Não me toque, Please!”

Seguramente quem o faz não sabe que as mãos acabaram de passar em vários tecidos com poeira, ou até estiveram comendo aquela deliciosa coxinha na área de alimentação.

Talvez falte olhar novamente ao esmalte vermelho e nem imagina o que poderá ter ficado embaixo da unha, tipo aquela gordura do saco de pipoca! Ou então, que aquele creme para as mãos secas não tenha a gordura descrita no verso da embalagem.

Quilt Festival Houston 2017

Pode haver também a “licença poética” de que “se sente melhor aquilo que se toca”.

Independente do que se acha ou se sente, o fato é o seguinte: NÃO É NÃO!

Não me toque“, quer dizer…  “não pense que ninguém verá você me tocando, pois suas digitais ficarão impressas em meus tecidos“. Se uma obra de patchwork exposta em uma feira pudesse falar… daria justamente essa sugestão as calorentas e sedentas convidadas.

As pessoas esquecem que os artistas levam horas, dias para montar um esquema para fazer o projeto. Dias e dias para escolher as cores dos tecidos, formas, contornos, cores das linhas do quilt. Há tanta energia em jogo… e, de repente em uma exposição, eis que se rendem à tentação.

Quilt Festival Houston 2017

Sim, eu entendo… que dá vontade, sei que dá. Mas não é justo! Não é justo com o artista que criou, não é justo com a Curadora que tem a responsabilidade de devolução da peça intacta, não é justo com a própria peça.

Uma peça que tenha que ir para a lavanderia, poderá ser manchada por um tecido que solte tinta, poderá perder o volume do quilt, já que as mantas poderão sofrer ao serem lavadas. É uma peça de Festival. Ela tem uma etiqueta que poderá sofrer danos também…

Há tantos motivos, mas em resumo é “Não coloque as mãos”. Simples assim…

Painel: Feriadão na 25 – Rute Sato

Tenho ida há vários festivais, e vejo que o problema é crônico. Ano passado, em uma feira em Florianópolis, as peças estavam lindas, algumas expostas nas paredes das escadas. Isso fez com que várias, e eu disse várias,  pessoas apalpassem as peças enquanto subiam os degraus. Na última feira de São Paulo agora, as peças estavam tão próximas dos nossos olhos, que várias mãos passavam levemente nas costuras. Aqueles quilts cheio de detalhes da Marcia Baraldi, em tons de nude e branco e as pessoas passando os dedos para sentir o Quilt….(suspiro). Aqueles trabalhos da Artista Ariadne Cordeiro, Wearable Art, Obras de Artes usáveis, ou para simplificar roupas feitas com várias técnicas do Patchwork (Airton Spengler irá me matar por essa minha simplificação), lindas demais… e já pensou com várias digitais? E não é porque a Rute Sato fez um lindo retrato da 25 de Março que iremos nos portar como se estivéssemos lá, não é mesmo?

Exposição Brazil Patchwork Show 2018

Sei que muitas de nós não têm esse hábito, mas vamos divulgar? Vamos ajudar a educar as nossas colegas, que ainda tem o vício de ver com os dedos (e só o fazem porque ainda não pararam para pensar que não devem)?

Em Houston há guardas e fitas assegurando distancia segura para as Quilteiras. Mas aqui não temos o espaço para a exposição, e não pessoas para cuidarem das obras o tempo todo. Mas temos a nós, um grupo unido e cheio de força, que poderá fazer desse um Post um “educar mais leve”.

Vocês podem me ajudar? Vamos divulgar?

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Terapia do Unir

Uma coisa tenho certeza: “O universo conspira ao nosso favor”.

Há 20 anos atrás, quando eu entrei pela primeira vez nesse universo mágico dos retalhos, uma das primeiras coisas que eu fiz foi pesquisar a respeito do Patchwork. Descobri naquele época que essa arte milenar de unir pedaços de formas diferentes, aparecia desde a história egípcia, e que existia uma cultura muito forte desse executar nos Estados Unidos, Austrália e Inglaterra.

Um dos primeiros eventos que eu verifiquei foi o de Houston, que agora tenho a chance de visitar. Continuar lendo Terapia do Unir

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