Publicado em Deixe um comentário

Contemporary Quilts

*Imagem de destaque – Painel Peg Collins

Existem várias definições sobre onde e como usar esse termo. Muitas vezes definidos como colchas modernas, funcionais, com cores fortes e inspiradas por um design moderno. Minimalismos, espaços negativos, expansões, assimetrias, trabalhos alternativos de grades…. partes que compõem um painel, um edredon, um caminho, uma manta, sempre modernas.

Improvisações de emendas, retas, curvas, profundidades…. espacial jogado entre tantas inspirações.

Quase sempre Color block, como diria meu querido Airton Spengler, ou “bold colors” como diria Angela Pingels. Agora podemos ousar com texturas diferentes. Tudo é possível!

Painel: Cecilia Koppman

Ou como faz quase sempre nossa querida Cecilia Koppman, os tecidos podem ser tingidos, com nuances delicadas se fazendo presente.

Enganam-se quem pensa que são fáceis de se fazer. Precisa atenção e muito bom gosto. Capricho em todos as emendas e costuras.

Mas cuidado ao executar…. muitas vezes tornam-se obras totalmente diferentes das que foram projetadas, pois acabam criando vida e nos conduzindo a resultados bem pertinentes ao nosso sentimento.

Eu sou apaixonada por elas. Todas me seduzem para serem reproduzidas. Falta tempo para tantas coisas a serem administradas.

Continuar lendo Contemporary Quilts

Compartilhe essa ideia:
Publicado em 3 comentários

As mudanças das Cores

Cecília Koppmann é daquelas pessoas que nasceram para mostrar ao mundo quão suave suas falas podem ser.
No Floripaquilt  tivemos o nosso primeiro contato. Para mim foi meio que um momento de “Tietagem” pois já acompanhava o trabalho dela pelo Pinterest e pelo Instagram. Foi um workshop enriquecedor, daqueles que a pessoa se doa para que você consiga extrair de si próprio o que se tem de melhor para aplicar no tecido.
Sai em total êxtase! Tanto foi que terminei o trabalho no mesmo mês (nós quilteiras sabemos que há um tempo para que isso possa ocorrer).
Dois dias após o curso, tivemos um novo encontro. Lá estava ela toda dedicada a unir pedaços de tecidos, e de uma forma toda lúdica, me explicou que estava correndo para terminar uma bandeira do Orgulho Gay, que iria entregar a uma amiga em Buenos Aires assim que chegar. Sem perguntar se podia, já comecei a tentar ajuda-la, para que de alguma forma a minha solidariedade pudesse estar inserida nesse movimento que tanto me agrada. Mais um ponto de conquista!
E não tivemos mais contato, a não ser em minhas buscas incessantes de inspirações, onde sempre colocava no Google o nome dela. Continuar lendo As mudanças das Cores
Compartilhe essa ideia:
Publicado em Deixe um comentário

Nem sempre festivo

Nosso meio é muito complexo…. somos muitas e tão diferentes! Temos uma geração toda composta de profissionais que se aposentaram e resolveram continuar se ocupando com uma atividade bonita e sofisticada. Também há uma geração de artistas, que resolveram se dedicar a criar com tecidos e vivem buscando associar suas técnicas com novos materiais. Criam obras maravilhosas!

Há também várias pessoas, que acabaram por se tornarem comerciantes por osmose e que resolveram se dedicar ao Patchwork como um rentável negócio. Começaram seus ateliês em “garagens” de suas residências e dão show de profissionalismo. Não podemos também esquecer que há uma nova geração, que já desde cedo fez do Patchwork sua primeira opção de vida e profissional. E elas realmente estão mais do que certas. Os números falam por si só…

Mas olhando bem de perto, mais do que arte eu consigo ver um comércio maravilhoso! Precisamos evoluir e muito, mas estamos indo bem… mas há tanto para melhorar!

Há vários festivais no mundo todo, mas alguns são bem famosos para nós latinas. Para muitos o sonho de consumo é poder visitar o Quilt Festival Houston. Continuar lendo Nem sempre festivo

Compartilhe essa ideia:
Publicado em Deixe um comentário

Vamos falar sobre direito de imagem

Eu quero pausar as minhas entrevistas com artistas para falar sobre um tema que me interessa muito, o direito de imagem e propriedade. Estou falando do uso da fotografia como referência ou base para um trabalho pictorial. Meu objetivo com esse artigo não é julgar ou repreender ninguém, e sim auxiliar em relação algumas dúvidas sobre esse tema. Quero contribuir com informação e abrir um espaço de debate entre todos.

Desenho que fiz como inspiração para o painel que costurei.

Bom, primeiramente acho interessante me apresentar novamente. Sou jornalista, fotógrafa, desenhista nas horas vagas e há poucos anos no universo do patchwork. Já trabalhei com marketing digital e sempre me preocupo muito com o direito de imagem de tudo que utilizo.

Hoje em dia temos acesso muito rápido a tudo, a internet fez isso. Somos bombardeados por redes sociais que compartilham indiscriminadamente milhares de imagens. Temos aplicativos de celular que facilitam a disseminação de imagens. Quer queira, quer não, estamos na era da imagem. Nunca um ditado fez tanto sentido como o: “Uma imagem diz mais que mil palavras”. Não concordo com isso, afinal amo a palavra escrita, mas realmente representa nossa sociedade. Continuar lendo Vamos falar sobre direito de imagem

Compartilhe essa ideia:
Publicado em Deixe um comentário

Uma artista sem igual

Conhecer um pouco mais sobre a Rita Rocco com certeza foi uma experiência incrível. Ela é uma pessoa completamente encantadora e dotada de uma humildade sem igual. Já faz um tempo que tenho conversado com diversos artistas do setor do patchwork, mas a Rita realmente me tocou de uma forma muita profunda. Talvez isso tenha acontecido por causa da nossa semelhança ao ver as possibilidades do patchwork e a leve insegurança que temos em relação as nossas próprias criações.

Sua história com os tecidos é aquele mesmo clichê de muitas de nós, a mãe e as irmãs costuravam e acabou se encantando pelo oficio. “Eu aprendi muito com elas. Fiz faculdade de Belas Artes, me formei e fui trabalhar com adolescentes”, conta Rita. Após muitos anos ela descobriu o patchwork, por causa de um evento feito pelo Fernando Maluhy no Senac em São Paulo. “Fiz aulas num ateliê em Santana e conheci a Rute Sato por acaso. Passei num ateliê e vi um trabalho em patchwork belíssimo, lá me indicaram a Rute que dava aula na zona norte”, explica.

A partir daí tudo começou a caminhar. Rita entrou para o Clube Brasileiro de Patchwork e Quilting e seus trabalhos foram se aperfeiçoando. Ela fez várias aulas de bordados e hoje ensina técnicas lindas. Sua opinião quanto ao bordado é a de criar e explorar as possibilidades. “O bordado você precisa praticar, como é que surgiram esses pontos? Alguém pegou uma linha e uma agulha e começou a criar esses movimentos. Nós também não precisamos nos prender a isso, podemos tentar coisas novas”, conta Rita. A artista adora misturar materiais, inclusive na hora de bordar. Ela utiliza pedaços de tecidos, barbantes, fios diversos. O importante é criar as texturas.

Ela já participou de diversas exposições, inclusive fora do país. “Em 2008 foi o meu primeiro trabalho exposto em Gramado com o Clube Brasileiro de Patchwork e Quilting. Paralelo a isso fizemos algumas exposições na Alemanha, Itália, França, com bordado”, explica. Mas fiquei levemente chocada ao saber que nunca enviou trabalhos para os eventos internacionais. Segundo Rita, ainda não se acha a altura de tais eventos. Basta apenas uma espiada em suas criações para termos certezas de que ela nunca esteve tão equivocada.

Rita ensina muitas a criar e explorar as possibilidades do bordado e do patchwork. Em seus trabalhos é possível ver a sua versatilidade em diferentes técnicas e a ousadia em misturar materiais. Pessoalmente, eu entendo que a matéria prima é importante para o resultado final do trabalho, mas realmente admiro quem tem essa grande capacidade de sobrepor ao material e criar com o que tiver em seu alcance. Para Rita é exatamente isso. “Quando temos a veia criativa, tanto faz trabalhar com o mais nobre. Com patchwork e bordado eu me realizo, é realização.”

(atualmente a Rita Rocco ministra aulas no Ateliê Sonho de Retalho e no Luma Studio de Cerâmica em São Paulo)

Compartilhe essa ideia: