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Contemporary Quilts

*Imagem de destaque – Painel Peg Collins

Existem várias definições sobre onde e como usar esse termo. Muitas vezes definidos como colchas modernas, funcionais, com cores fortes e inspiradas por um design moderno. Minimalismos, espaços negativos, expansões, assimetrias, trabalhos alternativos de grades…. partes que compõem um painel, um edredon, um caminho, uma manta, sempre modernas.

Improvisações de emendas, retas, curvas, profundidades…. espacial jogado entre tantas inspirações.

Quase sempre Color block, como diria meu querido Airton Spengler, ou “bold colors” como diria Angela Pingels. Agora podemos ousar com texturas diferentes. Tudo é possível!

Painel: Cecilia Koppman

Ou como faz quase sempre nossa querida Cecilia Koppman, os tecidos podem ser tingidos, com nuances delicadas se fazendo presente.

Enganam-se quem pensa que são fáceis de se fazer. Precisa atenção e muito bom gosto. Capricho em todos as emendas e costuras.

Mas cuidado ao executar…. muitas vezes tornam-se obras totalmente diferentes das que foram projetadas, pois acabam criando vida e nos conduzindo a resultados bem pertinentes ao nosso sentimento.

Eu sou apaixonada por elas. Todas me seduzem para serem reproduzidas. Falta tempo para tantas coisas a serem administradas.

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“Não me toque, Please!”

Seguramente quem o faz não sabe que as mãos acabaram de passar em vários tecidos com poeira, ou até estiveram comendo aquela deliciosa coxinha na área de alimentação.

Talvez falte olhar novamente ao esmalte vermelho e nem imagina o que poderá ter ficado embaixo da unha, tipo aquela gordura do saco de pipoca! Ou então, que aquele creme para as mãos secas não tenha a gordura descrita no verso da embalagem.

Quilt Festival Houston 2017

Pode haver também a “licença poética” de que “se sente melhor aquilo que se toca”.

Independente do que se acha ou se sente, o fato é o seguinte: NÃO É NÃO!

Não me toque“, quer dizer…  “não pense que ninguém verá você me tocando, pois suas digitais ficarão impressas em meus tecidos“. Se uma obra de patchwork exposta em uma feira pudesse falar… daria justamente essa sugestão as calorentas e sedentas convidadas.

As pessoas esquecem que os artistas levam horas, dias para montar um esquema para fazer o projeto. Dias e dias para escolher as cores dos tecidos, formas, contornos, cores das linhas do quilt. Há tanta energia em jogo… e, de repente em uma exposição, eis que se rendem à tentação.

Quilt Festival Houston 2017

Sim, eu entendo… que dá vontade, sei que dá. Mas não é justo! Não é justo com o artista que criou, não é justo com a Curadora que tem a responsabilidade de devolução da peça intacta, não é justo com a própria peça.

Uma peça que tenha que ir para a lavanderia, poderá ser manchada por um tecido que solte tinta, poderá perder o volume do quilt, já que as mantas poderão sofrer ao serem lavadas. É uma peça de Festival. Ela tem uma etiqueta que poderá sofrer danos também…

Há tantos motivos, mas em resumo é “Não coloque as mãos”. Simples assim…

Painel: Feriadão na 25 – Rute Sato

Tenho ida há vários festivais, e vejo que o problema é crônico. Ano passado, em uma feira em Florianópolis, as peças estavam lindas, algumas expostas nas paredes das escadas. Isso fez com que várias, e eu disse várias,  pessoas apalpassem as peças enquanto subiam os degraus. Na última feira de São Paulo agora, as peças estavam tão próximas dos nossos olhos, que várias mãos passavam levemente nas costuras. Aqueles quilts cheio de detalhes da Marcia Baraldi, em tons de nude e branco e as pessoas passando os dedos para sentir o Quilt….(suspiro). Aqueles trabalhos da Artista Ariadne Cordeiro, Wearable Art, Obras de Artes usáveis, ou para simplificar roupas feitas com várias técnicas do Patchwork (Airton Spengler irá me matar por essa minha simplificação), lindas demais… e já pensou com várias digitais? E não é porque a Rute Sato fez um lindo retrato da 25 de Março que iremos nos portar como se estivéssemos lá, não é mesmo?

Exposição Brazil Patchwork Show 2018

Sei que muitas de nós não têm esse hábito, mas vamos divulgar? Vamos ajudar a educar as nossas colegas, que ainda tem o vício de ver com os dedos (e só o fazem porque ainda não pararam para pensar que não devem)?

Em Houston há guardas e fitas assegurando distancia segura para as Quilteiras. Mas aqui não temos o espaço para a exposição, e não pessoas para cuidarem das obras o tempo todo. Mas temos a nós, um grupo unido e cheio de força, que poderá fazer desse um Post um “educar mais leve”.

Vocês podem me ajudar? Vamos divulgar?

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A irmandade de Retalhos – a Arte de ver a Arte!

Patchwork é arte sim! A foto destacada é a linda obra de arte intitulada como “Women of color Jewls of Kenya” de Patricia Kenned-Zafreed, obra apresentada no Festival de Quilt de Houston.

Difícil tarefa de mostrar as pessoas que não são apenas retalhos cortados e costurados.

Quando eu comecei a costurar várias amigas me pediam… “na sua hora vaga faz um para mim!”. Elas mal sabiam o quanto isso me incomodava, pois não era a minha hora vaga, e sim a minha  PRECIOSA HORA USADA!

As redes sociais são uma ferramenta muito boa para unir “Quilteiras”. O amor a nossa arte nos faz virar “irmãs retalhadas”. Conheci artistas maravilhosas através dessas redes e elas acabaram se tornando amigas e amigos queridos, daquelas que realmente se importam com o que estamos sentindo. Patch é isso… não é apenas aprende, reproduz, corta e costura!

Cada peça tem uma identidade adquirida. A escolha dos tecidos se torna a expressão da nossa alma e os desenhos utilizados para compor a peça, imprimem nossos sentimentos naquele momento. Se houver quilt, o tamanho e desenho do ponto estarão delineando os nossos pensamentos, percorrendo dentro de cada um de nós os nossos sonhos e anseios.

Hoje li um post da Ciça Mora, onde ela ressalta a importância de cada professora, cada mestre mostrar que há arte em tudo o que fazemos. Ela delicadamente se coloca em uma frase ímpar…. “Não se ensina Arte. Apenas se sugerem caminhos apontando que toda a forma deve possuir conteúdo”.

Rute Sato: “Metamorfose”

Quando eu comecei a ter aulas com a Rute Sato eu simplesmente me apaixonei pela sua alma de artista, pela sua generosidade em querer sempre nos ensinar a pensar, e não só “copiar e colar”. Continuar lendo A irmandade de Retalhos – a Arte de ver a Arte!

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Com que tecido eu vou?

Esse título até parece uma marcha para o próximo carnaval, mas tem tudo a ver com o aprender…

Quando eu comecei a fazer Patchwork as opções eram boas, porém bem  limitadas.

Minha primeira escola de Patchwork foi na Kikikits (nos Jardins)! Era o meu paraíso importado dos tecidos. Na sequência eu descobri a  Welli (na Pompéia). Em ambas a  variedade era grande, e as estampas simplesmente maravilhosas. O tecido importado tinha um peso e uma textura bem diferente do nacional. Além disso as cores são tão maravilhosas, que ficava quase impossível errar o combinar de tonalidades. Bernartex, Moda, Kaffe Fasset , Hoffman entre outros são de tirar o folego de qualquer um.

Como sempre vou a Porto Alegre, descobri lá a loja Arte e Costura. Essa já tinha dos dois mundos… importado e nacional. A loja também tinha uma variedade incrível e seguia um estilo americano de ser nos dando muitas inspirações também.

Hoje continuo com a mesma opnião sobre o tecido importado! Sou completamente apaixonada pelo acabamento final que ele dá na peça!

O único defeito deles  é o de desfiar mais rápidamente, portanto cortou costurou. Não pode ficar muito tempo sendo manipulado, pois desfia. Porém até o costurar fica mais macio. O preço pode não ser tão convidativo, já que pagamos impostos muito altos. Na aplicação eles são perfeitos, além de que qualquer pedacinho pode ser usado, já que as cores combinam com tudo!

Nesse universo do importado temos os deliciosos batiks, que já mencionamos em posts anteriores. Esses são feitos de maneira artesanal e ficam simplesmente maravilhosos. Esses já não desfiam tão rapidamente. São a minha grande paixão. Com aplicações então são indiscutivelmente harmoniosos.

Hoje também temos fabricantes com excelentes qualidades e cores lindas. Composições alegres e que fazem toda a diferença  nos trabalhos. Alguns nos tiram suspiros. Adoro os temáticos.

Minha primeira experiência com tecidos nacionais foi com os do Fernando Maluhy. Na época era um paraíso a parte em uma esquina no centro de São Paulo. Formavam-se filas para compras. Era um loucura comprar. A qualidade é muito boa e havia tanta variedades que ficava também sem saber por onde começar. Como o custo era bom, comprava até não poder mais carregar.

O tecido nacional era mais leve e não tinha aquela cor mais “country” que eu buscava. Então parti para fazer coisas mais alegres. Adoro combinar sem medo, porque se desse algo errado não iria doer tanto no bolso.

Hoje passados 20 anos, meu coração cai nos dois mundos. Com o meu conviver em lojas como a MilFiapos e a Facyl, acabei por me apaixonar por várias coleções nacionais. As infantis são simplesmente maravilhosas. Da vontade de fazer grandes enxovais!

E há  algo de grande em usar tecidos nacionais: O meu espírito ufanista me faz pensar que devemos ajudar a indústria nacional, e combatermos cada vez mais o fechamento de tantas empresas. Para quem esta começando no mundo do aprender Patchwork, os tecidos nacionais não nos deixam com medo do “cortar e errar”. Hoje temos também alguns tecidos rústicos, que deixam as bolsas e alguns painéis diferenciados.

Além disso hoje temos diversos fabricantes nacionais fantásticos, cada um com seu estilo. Tenho vistos  fabricantes como Eva e Eva, Caldeira, Fabricart, Fernando Maluly todos com muita paixão.

Tecido com estampa digital (como nos corrigiu o nosso querido Airton Spengler, não existe Tecido digital, e sim Estampa digital) iremos deixar para conversarmos um outra hora.. pois tenho grandes ressalvas a esse estilo que arrematou as Quilteiras Brasileiras!

Sei que há muitas lojas e fabricas não mencionadas nesse post que já ficou longo… mas como esse Blog crê que Patchwork é um mundo de troca de informações, quero muito ouvir de vocês… qual é a sua grande paixão em tecidos?

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Liberdade em 2018! Ser ou não ser bloco?

Toda vez que pensamos em Patchwork, lembramos daquelas colchas gigantescas, com vários formatos diferentes, onde hipotenusas e paralelos se apresentam… onde há cálculos e mais cálculos a serem feitos.

Sim e não!

Lembra, da história do Desmistificar o Patchwork? Então é isso.

Você pode Sim pensar, planeja e escolher o seu Patch! O planejamento do Projeto é preciso para que o seu trabalho tenha todos os tecidos necessários. Sim, cortes tem que ser precisos! E teremos união de costuras perfeitas. Sim, a forma que você abrir ou não as costuras fará total diferença! Sim, você poderá engomar os tecidos, facilitará e muito o cortar. Sim, o quilt irá dar volume e formato preciso a todas as formas escolhidas. Sim, tecidos floridos e grandes não podem ser geométricos! Sim, todo corte deverá ser feito na orela do tecido. Sim viés tem que ser há 45º. Devemos sempre usar algodão. Sim use a linha da cor do seu tecido! Continuar lendo Liberdade em 2018! Ser ou não ser bloco?

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