Dicas e reflexões

Porque há uma história para ser contada…

Sempre digo que conhecimento é tudo! Saber da História nos faz pessoas mais seguras para tomarmos nossas próprias decisões na vida!

Então tomei a liberdade de poder contar o pouco que sei sobre Essa arte de unir retalhos.

Patchwork fragment with squares (front) Egypt, Mamluk Period silk patchwork with silk embroidery.

Patchwork já mostrou suas evidências desde 3.400A.C. Os Egípcios já aproveitavam as sobras dos tecidos para fazer colchas e armaduras. Há uma versão que chegou primeiro na Alemanha, e só no século XI chega na Inglaterra, usada não só em tapetes mas em túnicas clericais.

No século XVII foi levada pelos colonizadores  para os Estados Unidos, onde cada região criou estilo próprio,  e a partir da reunião de mulheres para a confecções de peças grandes, aplicando e alterando os estilos de cada região. Foi nesse momento que a arte de fazer essas preciosidades fossem passadas de gerações para gerações, onde não só as técnicas mas as agulhas e cores foram transmitidas para  as suas descendentes de forma Preciosa. Criou-se assim várias tradições pertinentes a arte de unir tecidos.

Quilting Bee, 19th Century by M. Weistling.

Em 1800 firmou-se a arte de que a moça fizesse doze colchas antes de se casar (Meu Deus! 12! sim Doze!), sendo que a última deveria utilizar os blocos Double Wedding Rings (Dois anéis entrelaçados). E lembrem-se que as máquinas de costuras caseiras apareceram somente por volta de 1851! Ou seja… até essa data todas eram feitas a mão!

Double Wedding Rings.

Em 1806 começaram a trabalhar nas colchas com os famosos blocos, que tanto conhecemos e amamos (conhecido como um padrão de cadeia irlandesa). Desdren Plates, Schookhouse, Bear´s Paw entre outros.

Mas foi na Grande Depressão Americana, a partir de 1929 que as Quilteiras apareceram de forma a aproveitar qualquer tipo de tecido e transformarem esses retalhos em peças únicas para serem usadas.

Interessante que por um período referente a liberação feminina, no final dos anos 60, houve uma desvalorização do Patchwork, onde Mulher não tinha que fazer esse tipo de trabalho! Tamanho absurdo tinha mesmo que ficar fora de moda, e em 1979 a Olfa lançou o famoso cortador giratório, e a nossa querida placa que não deixava a lâmina perder o fio, e as réguas com marcações, permitindo cortes mais rápidos e precisos. Estava novamente em alta ser artesã!

Hoje sabemos a dimensão que essa arte tomou conta em todo o mundo. Movimenta-se bilhões de dólares nos Estados Unidos e em todo o mundo. Brasil, Japão, Canadá, Inglaterra, Alemanha, França, Austrália, Espanha, Dinamarca e tantos outros países…. Grandes estilistas marcam suas coleções com peças formadas a partir de blocos de Patchwork.

As fábricas deste setor estão crescendo ano após ano. Cores e materiais são combinados de forma que os trabalhos tomem identidade própria.

Isso mostra que é impossível fazer um trabalho que não tenha uma inspiração em outro já feito.

Mas o mais importante que gostaria de deixar no final desse post, é que pensem bem… Aquilo que você corta, que você costura, que você coloca toda a sua energia, será dedicada para alguém. Seja por quê ou para quem que o faz… faça com toda a sua alma, a sua energia! Pois estamos sim, também fazendo parte da história de alguém!

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Patchwork

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