Publicado em Deixe um comentário

Vamos falar sobre direito de imagem

Eu quero pausar as minhas entrevistas com artistas para falar sobre um tema que me interessa muito, o direito de imagem e propriedade. Estou falando do uso da fotografia como referência ou base para um trabalho pictorial. Meu objetivo com esse artigo não é julgar ou repreender ninguém, e sim auxiliar em relação algumas dúvidas sobre esse tema. Quero contribuir com informação e abrir um espaço de debate entre todos.

Desenho que fiz como inspiração para o painel que costurei.

Bom, primeiramente acho interessante me apresentar novamente. Sou jornalista, fotógrafa, desenhista nas horas vagas e há poucos anos no universo do patchwork. Já trabalhei com marketing digital e sempre me preocupo muito com o direito de imagem de tudo que utilizo.

Hoje em dia temos acesso muito rápido a tudo, a internet fez isso. Somos bombardeados por redes sociais que compartilham indiscriminadamente milhares de imagens. Temos aplicativos de celular que facilitam a disseminação de imagens. Quer queira, quer não, estamos na era da imagem. Nunca um ditado fez tanto sentido como o: “Uma imagem diz mais que mil palavras”. Não concordo com isso, afinal amo a palavra escrita, mas realmente representa nossa sociedade. Continuar lendo Vamos falar sobre direito de imagem

Publicado em Deixe um comentário

Uma artista sem igual

Conhecer um pouco mais sobre a Rita Rocco com certeza foi uma experiência incrível. Ela é uma pessoa completamente encantadora e dotada de uma humildade sem igual. Já faz um tempo que tenho conversado com diversos artistas do setor do patchwork, mas a Rita realmente me tocou de uma forma muita profunda. Talvez isso tenha acontecido por causa da nossa semelhança ao ver as possibilidades do patchwork e a leve insegurança que temos em relação as nossas próprias criações.

Sua história com os tecidos é aquele mesmo clichê de muitas de nós, a mãe e as irmãs costuravam e acabou se encantando pelo oficio. “Eu aprendi muito com elas. Fiz faculdade de Belas Artes, me formei e fui trabalhar com adolescentes”, conta Rita. Após muitos anos ela descobriu o patchwork, por causa de um evento feito pelo Fernando Maluhy no Senac em São Paulo. “Fiz aulas num ateliê em Santana e conheci a Rute Sato por acaso. Passei num ateliê e vi um trabalho em patchwork belíssimo, lá me indicaram a Rute que dava aula na zona norte”, explica.

A partir daí tudo começou a caminhar. Rita entrou para o Clube Brasileiro de Patchwork e Quilting e seus trabalhos foram se aperfeiçoando. Ela fez várias aulas de bordados e hoje ensina técnicas lindas. Sua opinião quanto ao bordado é a de criar e explorar as possibilidades. “O bordado você precisa praticar, como é que surgiram esses pontos? Alguém pegou uma linha e uma agulha e começou a criar esses movimentos. Nós também não precisamos nos prender a isso, podemos tentar coisas novas”, conta Rita. A artista adora misturar materiais, inclusive na hora de bordar. Ela utiliza pedaços de tecidos, barbantes, fios diversos. O importante é criar as texturas.

Ela já participou de diversas exposições, inclusive fora do país. “Em 2008 foi o meu primeiro trabalho exposto em Gramado com o Clube Brasileiro de Patchwork e Quilting. Paralelo a isso fizemos algumas exposições na Alemanha, Itália, França, com bordado”, explica. Mas fiquei levemente chocada ao saber que nunca enviou trabalhos para os eventos internacionais. Segundo Rita, ainda não se acha a altura de tais eventos. Basta apenas uma espiada em suas criações para termos certezas de que ela nunca esteve tão equivocada.

Rita ensina muitas a criar e explorar as possibilidades do bordado e do patchwork. Em seus trabalhos é possível ver a sua versatilidade em diferentes técnicas e a ousadia em misturar materiais. Pessoalmente, eu entendo que a matéria prima é importante para o resultado final do trabalho, mas realmente admiro quem tem essa grande capacidade de sobrepor ao material e criar com o que tiver em seu alcance. Para Rita é exatamente isso. “Quando temos a veia criativa, tanto faz trabalhar com o mais nobre. Com patchwork e bordado eu me realizo, é realização.”

(atualmente a Rita Rocco ministra aulas no Ateliê Sonho de Retalho e no Luma Studio de Cerâmica em São Paulo)

Publicado em 2 comentários

Me desculpe, mas não foi isso que eu esperava!

Sei que andamos ausentes! Afinal um blog tem que ter certa periodicidade. Porém tanto eu quanto a Nath estamos com novos projetos profissionais e ficamos sem tempo para nada. Não que as ideias não estejam fervilhando em nossas cabeças, nos pondo loucas de tanta borbulhas, prontas para sair. Mas tivemos que eleger certas prioridades…. mas foi muito bom este período sabático! Muitas coisas vieram a tona.

Nesse período tive uma pessoa muito querida que me deletou por conta de uma de nossas falas, de um post sobre determinada artista. Isso me deixou triste, pois tenho certeza de que não tivemos o nosso momento de réplica, porém nos fez ver o quanto é precioso e forte o ato de escrever para tantos.

Também tive o convide da ABPQ para assumir uma coluna no jornal dessa associação. Fiquei super feliz, e pensei… “mais uma coisa para fazer??” E no entanto assumi o compromisso,  pois como eu sempre dou “pitacos”, nada melhor do que além de falar, fazer algo.

Pensei muito no que iria abordar, já que nesse setor há sempre uma rasgação de algodão (neologismo quanto a seda) contínua quanto aos artistas. E como eu amo ao pé da letra fazer workshops, pensei… “Por quê não posicionar o lado de quem esta aprendendo?

Sim, porque são as alunas que possibilitam aos professores a darem suas aulas e terem seus recursos.

A arte de unir tecidos é milenar, mas os profissionais precisam se  atualizar e se prepararem para isso. Há cursos no mercado nacional que custam muito, muito mais que workshops em Houston, com artistas renomados e premiados. Sim, conheço nossos artistas também renomados e premiados, mas estamos falando agora da técnica de ensinar. E se cobrou, tem que ter um retorno.

Vou também abordar sobre os ateliers. Como as alunas se preparam para ir aprender algo, e o que esse lugar tem que no mínimo oferecer as suas clientes. Há tanto a dizer.

E sobre os equipamentos então… isso dará muitos posts….

Então assumi a coluna para falar sobre isso. E fiz um post explicando por qual caminho que iria percorrer. Foi então que várias pessoas, várias, vieram falar comigo em mensagem privada. Dizendo sobre as frustrações de terem se inscritos em determinadas aulas, e que não tiveram o retorno esperado. Que se sentiram frustradas. Muitas inclusive agora se tornaram consumidoras de livros e assistem vídeos na internet ao invés de pagarem para aprender. Isso é prático e triste. Tira a essência do Patchwork que é juntar as amigas para conversar e costurar. Tira o aprender na dúvida alheia. Tira e não acrescenta nada mais, nada além do que o vídeo ou o livro propõe.

Portanto vou ser delicada e elegante para não mencionar nomes e técnicas! Porém vamos falar sim do que nos incomoda, e onde tudo pode melhorar. A Verdade liberta… e nada melhor do que a verdade para nos deixar a vontade de querer mais e mais.

Por quê se já escrevi na coluna, repetir aqui no Blog? Por um motivo único… lá no blog ainda são apenas quase 700 quilteiras. Aqui tivemos publicações que alcançaram 25 mil pessoas. Então preciso muito do feedback de vocês. Me falem o que esperam em um festival. O que querem achar em uma feira do setor. Contem a sua experiência em aula. Não quero e não permitirei nomes. Somos elegantes o suficiente para apenas apontarmos os fatos e não as pessoas.

Assim poderemos abordar cada vez mais os três lados… o de quem ensina, de quem prepara o evento e de quem vai para aprender.

Um super beijo, e aguardo a sua fala!

Publicado em 2 comentários

Encontrando o nosso espaço no meio da arte

Conhecer o universo do patchwork tem sido uma jornada incrível. São muitas possibilidades e intérpretes nessa história repleta de criatividade, talento e muita dedicação. Aos poucos fui descobrindo que o patchwork vai muito além do artesão e da professora. E essas pessoas maravilhosas, que vivem nos bastidores de grandes eventos merecem um pouco de nossa atenção.

Entrada da exposição: Na lateral trabalhos brasileiros. Ao fundo a direita, arte têxtil da brasileira Ava Soban. Ao fundo Arte da americana Sidnee Snell.

Uma delas é o Zeca Medeiros. Ele dedica sua vida em divulgar e organizar exposições de arte têxtil. Esta é uma vertente cultural pouco conhecida e valorizada no Brasil e que ainda está conquistando o seu espaço. “Eu conheci através da minha mãe que fazia os trabalhos e me interessei pela história do patchwork, como ela é grande, vasta”, conta Zeca. Suas primeiras exposições focavam no tradicional, mas logo ele descobriu outras possibilidades que o tecido oferece. “Comecei a buscar os contemporâneos e encontrei um mundo novo, da arte têxtil contemporânea, que utiliza a técnica do tradicional, mas apresenta trabalhos diferentes”, explica o curador. Continuar lendo Encontrando o nosso espaço no meio da arte

Publicado em Deixe um comentário

Sim eu vou esquecer!

Esse mundo apaixonante de projetos, tecidos e idéias…. acrescidos de posts maravilhosos dos nossos grandes mestres! Além disso a internet se tornou um berço gigantesco de inspirações.

Ah o Pinterest… mundo maravilhoso dos desejos mais profundos de só termos tempo para finalizarmos aquele projeto que sonhamos e ainda nem começamos.

E não podemos esquecer de todos os festivais: Gramado, Curitiba, Florianópolis, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, Campos de Jordan, Paducah, Houston, Londres… vixi posso ficar o sábado todo postando lugares.

Livros e Projetos! Acho que tenho um carro aqui no atelier… e dos bons… Xerox então… Continuar lendo Sim eu vou esquecer!