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Houston, We don´t have a problem!

Eu não estava preparada para Houston… essa é uma verdade. Há tanto a dizer sobre essa experiência, sobre tudo o que vi, que vivi, que desejei, que realizei, que darão várias e várias postagens.

Na verdade quero mesmo que essa minha primeira fala seja apenas pessoal e não profissional.

Simplesmente amei. Amei a cidade, as instalações, a gentileza dos texanos, de todos aqueles americanos que estavam disputando espaços nos corredores do evento.

Me apaixonei pelas salas de aula. Maneiras práticas e inteligentes de acomodar a todos os inscritos. Tudo funcionava. Tudo “Justing in time!”. E as máquinas… sonho de consumo não só das Quilteiras, mas de qualquer pessoa que ama costurar.

Foram dez dias, sendo que 5 dias fazendo cursos. E em cada aula terminada eu bombardeava o Nando e a Nath do quanto eu estava feliz… de quantas coisas eu havia aprendido. Entre uma aula e outra eu descia para a exposição. O inglês passou a ser o idioma do conhecimento e o silêncio das salas, misturando-se aos suspiros de alunas ávidas por aprendizagens.

Solidários… como todos são solidários com as novas alunas. Incrível essa Torre de Babel que foi o George R. Brown. E tive meus momentos de Tietagem explícita. Nem eu me reconhecia. Pessoas que eu sempre admirei o trabalho e, de repente, estavam a minha frente: Melinda Bula, Karen Kay Buckley, Cindy Grisdela, Maria Shell, Noriko Endo, Flavin Glover e o inglês Kaffe Fasset, que deve estar se perguntando até agora quem era aquela louca que apenas olhou para ele e dissse: “I love you“. A Philippa Naylor teve a delicadeza de vir me cumprimentar, pois deve ter achado que eu poderia apenas entrar e agarrá-la em sala (rs)

A exposição… lugar preenchido por tantos pontos e tecidos, misturando sonhos e energias…. De tudo um pouco… Trabalhos feitos por européias, sul-americanas, americanas e tantas outras nacionalidades. Havia de tudo, do quilt tradicional àquele que apenas era colado e quiltado. Trabalhos de todas as idades, desde aquela jovem que começou a pouco, às senhoras ou senhores com mais de 80 anos.

Painéis cheios de informações…. fotos feitas de tecidos, compostas por sombras e cores escolhidas pelo autor, buscando justificar em seu momento o sentimento mais profundo das escolhas, ou de apenas de não haver escolha… apenas ser realizado.

Várias brasileiras… entre elas muitas que estavam sendo reconhecidas com premiações.

Tive o privilégio de dividir essa experiência com a Adriana Sleutjes, que há dez anos frequenta o festival e sempre se pega suspirando por ver tantos trabalhos lindos, e tem uma energia e uma avidez pelo aprendizado imensurável.

Esse post será isso. Uma obra aberta de sentimentos… quero que sintam o meu suspiro! Vale a pena se programarem e partirem para essa experiência. Houston é a Disney das Quilteiras. Mais que recomendo! Depois vou contanto detalhadamente de tudo que vivi nesses dez dias!

A única certeza que eu tenho é que em 2018 estarei lá! 

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2 comentários sobre “Houston, We don´t have a problem!

  1. Lendo seu artigo bateu um arrependimento por ainda não ter ido em uma Feira de Houston. No próximo ano irei.

    1. Se programe pois vale a pena! Eu comprei minha passagem em janeiro e fui pagando sem perceber! Pesquise que vale a pena! E quem sabe nos vemos lá?

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