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Eu sou o meu próprio Juiz

Vanessa Lott, Artista e proprietária do Ateliê Ponto do Quilt

 

Vanessa Lott é daquelas cariocas incríveis que temos uma vontade enorme de puxar uma boa taça de vinho e passar a noite toda conversando com ela, ouvindo todas as suas histórias.

Ela é pioneira em várias ações no Brasil no Patchwork. E com isso tem muito a contar e acrescentar para nós.

“Metropolitan”

Começou o Patchwork há muitos anos, e há 15 se dedica exclusivamente de forma profissional a ele.

Sua primeira paixão foram os blocos… a maneira clássica e sedutora dos cáculos x tecidos. (foto Metropolitan)

Pioneira nos Geométricos no Brasil, hoje tão fortemente representados, fez trabalhos maravilhosos de Ilusão de Óptica.

Em 2003 fazendo dupla com a irmã e parceira Hila Leslie, foram semi-finalistas da AQS Paducah, com o trabalho “Toscana”, feita por Hila e Quiltada por Vanessa.

“Toscana”, primeiro trabalho da dupla Vanessa e Hila Leslie, semifinalista da AQS Paducah, 2003

Na sequência, então como Presidente da ABPQ, montaram um grupo de 20 pessoas que discutiam as técnicas e as metodologia do Patchwork. Dessa ideia promoveram 7 encontros em diversas cidades brasileiras, ministrando cursos para a formação de Professoras de Patchwork. Dessa ação surgiram 130 profissionais na área, que começaram a difundir cada vez o Patchwork na sua essência, e não como “Costura Criativa”.

Foi através desse grupo que começaram a surgir desafios, onde eles tinham que sair da sua zona de conforto (no caso dela seriam os blocos geométricos) e ela começou a se desafiar em flores. Lógico que deu certo, e a partir desse desafio surgiram trabalhos maravilhosos.

“Cores de Amodovar”, Aplicações e Quiltado à máquina.

O ponto alto de nossa conversa foi sobre o Expor e o Julgar.

Para Vanessa Lott “os festivais são grandes exposições de trabalhos. Para essa necessidade de criar critérios, foram criado os Concursos, que nada mais são do que maneiras de avaliar para eleger quais trabalhos terão maior ênfase no festival”.

Pontuou que um Julgamento é uma super aula, onde vários modos de enxergar os trabalhos são abordados. Infelizmente as pessoas não têm essa visão, até se depararem com a primeira vontade de enviar um trabalho para um Festival. Há muitas maneiras de julgar, mas o principal segundo ela é o todo. O quanto o artista coloca o seu todo.

“Paraíso”

Ela estará no Floripaquilt inclusive em um workshop exatamente ensinando isso.

Há tanto o que contar sobre a nossa conversa, que seguramente dará um outro post. Mas uma frase dela ecoou toda essa semana…. “Não tenha medo que o seu quilt esta bom ou não. Mande! Inscreva!

“Ciclo da Vida”

Essa liberdade de se arriscar e compactuar com a felicidade muito me define.

 

 

Por todos esses motivos e tantos outros não colocados é que vale a pena conhecer essa carioca tão rica em boas histórias. Um pouco de Vanessa Lott para vocês!

 

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