Publicado em 4 comentários

É atalho com retalho, mas também não é!

Tenho observado e recebido muitos comentários em nosso blog. Não temos pretensão alguma de nos tornarmos experts em nada… queremos sim, sermos fonte de inspirações. O que soubermos, iremos partir da base do Patch, que é dividir informações.

Nosso site quer realmente desmistificar essa arte de unir retalhos. Queremos mostrar que o simples pode ser bem vindo e que o sofisticado também.

Painel feito por Michelle Jackson

Que não há regras no Patchwork. Que ele serve para fazer uma colcha de bebe, um caminho de mesa, uma decoração de Natal ou até uma foto do seu filho, montado em retalhos coloridos tingidos a mão. Pode ser uma bolsa ou uma maleta!

Pode ser o painel lindo, pictorial, pode ser o básico da aplicação a máquina! Tudo pode…

Flanela, tecido nacional, importado, batik,  digital, renda, veludo, jeans, o que quiserem. Pode ser feito com sobras de roupas que tenham valor afetivo ou não! Cores fortes, estampadas, lisas, em tons country, preto e branco, colorido, monocromático!  Pode ser quiltado, colado, costurado a mão, a máquina, usar a máquina herdada da Vovó ou em uma long arm importada chiquérrima. Podem dobrar ou abrir costuras! Podem usar linhas coloridas ou brancas, finas ou grossas.

Bolsa da Nanda Montanaro e folha feita por Silvana Refatti

Tenho visto e assistido algumas aulas onde os que se intitulam “Mestres” querem dizer que só há um certo e todo o restante esta errado. Que para fazer o bloco X temos que usar uma cor Y. Que o tecido escolhido só pode ser usado para fazermos tais trabalhos!

Preto e branco do Airton Splengler; Bargelo da Adriana Sleutjes

Liberdade Já! Não queremos anarquizar (ou não?)! Queremos livre arbítrio! Queremos plagiar a Maria Shell, a Suzana Refatti, Ruth Sato, Marcia Baraldi, Sivlana Vitoriano, Adriana Sletujes, Airton Spengler, Monica Wultz  e tantas outros. Temos o direito de fazermos uma colcha com canto mitrado, com a tira devidamente engomada, com tamanho correto e costura delicada a mão! Temos também o direito de costurarmos uma faixa sem ser no fio, com tamanho do tecido que sobrou e simplesmente virarmos para fazermos a finalização do trabalho, como diz a Cindy Grisdela em seu último livro! Aliás ela se quer usa réguas para alguns trabalhos. Cortador e tecido – comunhão feita no traço correto

Verso do acabamento simples que pode ser feito – sugestão Cindy Grisdela; Quilt da Silvana Vituriano.

Em uma época onde a palavra “empoderamento” anda tão em moda, queremos poder ser ousadas e simples! Certo é tentarmos! Certo é recriarmos e fazermos dos tecidos cortados errados, novos projetos certos! Certo é não haver nem certo e nem errado!

 

Inspiração linda de Cavalo Marinho; paienlvfeito pela Karen Kay

E o título, desse Post, lógico que é do quase anarquista e muito do certinho nos cortes, Airton Spengler…. ele que nos presentou com a idéia de que todo Retalho pode ter um atalho!

Hoje acordei anarquista, ou não? Será!!??

Compartilhe essa ideia:

4 comentários sobre “É atalho com retalho, mas também não é!

  1. Adorei a tua divagaçâo. Precisamos abrir fronteiras, o infinito nao tem limite. A roda ja foi inventada mas poderá ser confeccionada de n maneiras e feita de n materiais. As energias também se movimentam criando infinitas possibilidades. Abramos as ventanas.

    1. Adorei o seu comentário… é bem isso! Bem vinda a esse nosso mundo de unir pessoas (e também retalhos!)

  2. Texto libertador, amei!!!!!

    1. Que delicia que você gostou…. é tão boa se libertar não é?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *