Dicas e reflexões

Com que tecido eu vou?

Esse título até parece uma marcha para o próximo carnaval, mas tem tudo a ver com o aprender…

Quando eu comecei a fazer Patchwork as opções eram boas, porém bem  limitadas.

Minha primeira escola de Patchwork foi na Kikikits (nos Jardins)! Era o meu paraíso importado dos tecidos. Na sequência eu descobri a  Welli (na Pompéia). Em ambas a  variedade era grande, e as estampas simplesmente maravilhosas. O tecido importado tinha um peso e uma textura bem diferente do nacional. Além disso as cores são tão maravilhosas, que ficava quase impossível errar o combinar de tonalidades. Bernartex, Moda, Kaffe Fasset , Hoffman entre outros são de tirar o folego de qualquer um.

Como sempre vou a Porto Alegre, descobri lá a loja Arte e Costura. Essa já tinha dos dois mundos… importado e nacional. A loja também tinha uma variedade incrível e seguia um estilo americano de ser nos dando muitas inspirações também.

Hoje continuo com a mesma opnião sobre o tecido importado! Sou completamente apaixonada pelo acabamento final que ele dá na peça!

O único defeito deles  é o de desfiar mais rápidamente, portanto cortou costurou. Não pode ficar muito tempo sendo manipulado, pois desfia. Porém até o costurar fica mais macio. O preço pode não ser tão convidativo, já que pagamos impostos muito altos. Na aplicação eles são perfeitos, além de que qualquer pedacinho pode ser usado, já que as cores combinam com tudo!

Nesse universo do importado temos os deliciosos batiks, que já mencionamos em posts anteriores. Esses são feitos de maneira artesanal e ficam simplesmente maravilhosos. Esses já não desfiam tão rapidamente. São a minha grande paixão. Com aplicações então são indiscutivelmente harmoniosos.

Hoje também temos fabricantes com excelentes qualidades e cores lindas. Composições alegres e que fazem toda a diferença  nos trabalhos. Alguns nos tiram suspiros. Adoro os temáticos.

Minha primeira experiência com tecidos nacionais foi com os do Fernando Maluhy. Na época era um paraíso a parte em uma esquina no centro de São Paulo. Formavam-se filas para compras. Era um loucura comprar. A qualidade é muito boa e havia tanta variedades que ficava também sem saber por onde começar. Como o custo era bom, comprava até não poder mais carregar.

O tecido nacional era mais leve e não tinha aquela cor mais “country” que eu buscava. Então parti para fazer coisas mais alegres. Adoro combinar sem medo, porque se desse algo errado não iria doer tanto no bolso.

Hoje passados 20 anos, meu coração cai nos dois mundos. Com o meu conviver em lojas como a MilFiapos e a Facyl, acabei por me apaixonar por várias coleções nacionais. As infantis são simplesmente maravilhosas. Da vontade de fazer grandes enxovais!

E há  algo de grande em usar tecidos nacionais: O meu espírito ufanista me faz pensar que devemos ajudar a indústria nacional, e combatermos cada vez mais o fechamento de tantas empresas. Para quem esta começando no mundo do aprender Patchwork, os tecidos nacionais não nos deixam com medo do “cortar e errar”. Hoje temos também alguns tecidos rústicos, que deixam as bolsas e alguns painéis diferenciados.

Além disso hoje temos diversos fabricantes nacionais fantásticos, cada um com seu estilo. Tenho vistos  fabricantes como Eva e Eva, Caldeira, Fabricart, Fernando Maluly todos com muita paixão.

Tecido com estampa digital (como nos corrigiu o nosso querido Airton Spengler, não existe Tecido digital, e sim Estampa digital) iremos deixar para conversarmos um outra hora.. pois tenho grandes ressalvas a esse estilo que arrematou as Quilteiras Brasileiras!

Sei que há muitas lojas e fabricas não mencionadas nesse post que já ficou longo… mas como esse Blog crê que Patchwork é um mundo de troca de informações, quero muito ouvir de vocês… qual é a sua grande paixão em tecidos?

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