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Me desculpe, mas não foi isso que eu esperava!

Sei que andamos ausentes! Afinal um blog tem que ter certa periodicidade. Porém tanto eu quanto a Nath estamos com novos projetos profissionais e ficamos sem tempo para nada. Não que as ideias não estejam fervilhando em nossas cabeças, nos pondo loucas de tanta borbulhas, prontas para sair. Mas tivemos que eleger certas prioridades…. mas foi muito bom este período sabático! Muitas coisas vieram a tona.

Nesse período tive uma pessoa muito querida que me deletou por conta de uma de nossas falas, de um post sobre determinada artista. Isso me deixou triste, pois tenho certeza de que não tivemos o nosso momento de réplica, porém nos fez ver o quanto é precioso e forte o ato de escrever para tantos.

Também tive o convide da ABPQ para assumir uma coluna no jornal dessa associação. Fiquei super feliz, e pensei… “mais uma coisa para fazer??” E no entanto assumi o compromisso,  pois como eu sempre dou “pitacos”, nada melhor do que além de falar, fazer algo.

Pensei muito no que iria abordar, já que nesse setor há sempre uma rasgação de algodão (neologismo quanto a seda) contínua quanto aos artistas. E como eu amo ao pé da letra fazer workshops, pensei… “Por quê não posicionar o lado de quem esta aprendendo?

Sim, porque são as alunas que possibilitam aos professores a darem suas aulas e terem seus recursos.

A arte de unir tecidos é milenar, mas os profissionais precisam se  atualizar e se prepararem para isso. Há cursos no mercado nacional que custam muito, muito mais que workshops em Houston, com artistas renomados e premiados. Sim, conheço nossos artistas também renomados e premiados, mas estamos falando agora da técnica de ensinar. E se cobrou, tem que ter um retorno.

Vou também abordar sobre os ateliers. Como as alunas se preparam para ir aprender algo, e o que esse lugar tem que no mínimo oferecer as suas clientes. Há tanto a dizer.

E sobre os equipamentos então… isso dará muitos posts….

Então assumi a coluna para falar sobre isso. E fiz um post explicando por qual caminho que iria percorrer. Foi então que várias pessoas, várias, vieram falar comigo em mensagem privada. Dizendo sobre as frustrações de terem se inscritos em determinadas aulas, e que não tiveram o retorno esperado. Que se sentiram frustradas. Muitas inclusive agora se tornaram consumidoras de livros e assistem vídeos na internet ao invés de pagarem para aprender. Isso é prático e triste. Tira a essência do Patchwork que é juntar as amigas para conversar e costurar. Tira o aprender na dúvida alheia. Tira e não acrescenta nada mais, nada além do que o vídeo ou o livro propõe.

Portanto vou ser delicada e elegante para não mencionar nomes e técnicas! Porém vamos falar sim do que nos incomoda, e onde tudo pode melhorar. A Verdade liberta… e nada melhor do que a verdade para nos deixar a vontade de querer mais e mais.

Por quê se já escrevi na coluna, repetir aqui no Blog? Por um motivo único… lá no blog ainda são apenas quase 700 quilteiras. Aqui tivemos publicações que alcançaram 25 mil pessoas. Então preciso muito do feedback de vocês. Me falem o que esperam em um festival. O que querem achar em uma feira do setor. Contem a sua experiência em aula. Não quero e não permitirei nomes. Somos elegantes o suficiente para apenas apontarmos os fatos e não as pessoas.

Assim poderemos abordar cada vez mais os três lados… o de quem ensina, de quem prepara o evento e de quem vai para aprender.

Um super beijo, e aguardo a sua fala!

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