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Contemporary Quilts

*Imagem de destaque – Painel Peg Collins

Existem várias definições sobre onde e como usar esse termo. Muitas vezes definidos como colchas modernas, funcionais, com cores fortes e inspiradas por um design moderno. Minimalismos, espaços negativos, expansões, assimetrias, trabalhos alternativos de grades…. partes que compõem um painel, um edredon, um caminho, uma manta, sempre modernas.

Improvisações de emendas, retas, curvas, profundidades…. espacial jogado entre tantas inspirações.

Quase sempre Color block, como diria meu querido Airton Spengler, ou “bold colors” como diria Angela Pingels. Agora podemos ousar com texturas diferentes. Tudo é possível!

Painel: Cecilia Koppman

Ou como faz quase sempre nossa querida Cecilia Koppman, os tecidos podem ser tingidos, com nuances delicadas se fazendo presente.

Enganam-se quem pensa que são fáceis de se fazer. Precisa atenção e muito bom gosto. Capricho em todos as emendas e costuras.

Mas cuidado ao executar…. muitas vezes tornam-se obras totalmente diferentes das que foram projetadas, pois acabam criando vida e nos conduzindo a resultados bem pertinentes ao nosso sentimento.

Eu sou apaixonada por elas. Todas me seduzem para serem reproduzidas. Falta tempo para tantas coisas a serem administradas.

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O sorriso de Putu!

Marina Landi no primeiro dia da abertura do Festival

No Putu Sepi!

Sim esse é o nome dessa figura emblemática que tanto fez sucesso nos meios das mídias sociais nesse final de ano. Sua contadora de história é a Artista Brasileira, também muito conhecida Marina Landi.

Contei e repassei essa história tantas vezes na minha cabeça e em meu notebook. Tamanha responsabilidade em dividir a intimidade dessas duas mulheres. Finalmente as coloco aqui para dividir com todos. Me desculpem por ser longo, mas não tive como cortar mais linhas… Continuar lendo O sorriso de Putu!

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Nem sempre festivo

Nosso meio é muito complexo…. somos muitas e tão diferentes! Temos uma geração toda composta de profissionais que se aposentaram e resolveram continuar se ocupando com uma atividade bonita e sofisticada. Também há uma geração de artistas, que resolveram se dedicar a criar com tecidos e vivem buscando associar suas técnicas com novos materiais. Criam obras maravilhosas!

Há também várias pessoas, que acabaram por se tornarem comerciantes por osmose e que resolveram se dedicar ao Patchwork como um rentável negócio. Começaram seus ateliês em “garagens” de suas residências e dão show de profissionalismo. Não podemos também esquecer que há uma nova geração, que já desde cedo fez do Patchwork sua primeira opção de vida e profissional. E elas realmente estão mais do que certas. Os números falam por si só…

Mas olhando bem de perto, mais do que arte eu consigo ver um comércio maravilhoso! Precisamos evoluir e muito, mas estamos indo bem… mas há tanto para melhorar!

Há vários festivais no mundo todo, mas alguns são bem famosos para nós latinas. Para muitos o sonho de consumo é poder visitar o Quilt Festival Houston. Continuar lendo Nem sempre festivo

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Made In Brazil

Muitos nos inspiramos nos trabalhos dessas quilteiras maravilhosas ao redor do mundo.

Temos vários festivais ocorrendo durante o ano todo, e sabemos da presença forte  e marcante das artistas brasileiras. Agora já somos fontes de inspirações!

Na semana passada tivemos dois eventos que devemos sim mencionar. Um foi relizado em Portugal,  no Castelo de Paço de Giela, na cidade de Arcos de Valdevez. Uma exposição de obras de artistas têxteis brasileiros, convidados para um grande e renomado Festival de Cultura, de 19 a 22 de abril, com curadoria da Ciça Mora.

Recebendo grupos de 60 pessoas no decorrer do dia, ela pode mostrar e explicar o trabalho das nossas artistas.

Também tivemos nos Estados Unidos, em na cidade de Paducah, The Spring Paducah 2018, onde na exposição The Contemporary Quilt Art Association, tivemos a presença de 23 artistas Brasileiras. Foram U$125,000.00 em dinheiro como premiações, além do prêmio da Janome Best of the Show de U$20,000.00 (bons motivos para investir em bons materiais e bons cursos não acham?)

Lucia Souza foi uma das grandes premiadas, com um trabalho que realmente mereceu cada olhar do festival. O quilt “Fireworks” de tamanho 26,5 cm x 31,5 cm todo feito à mão. 1º lugar de miniatura na 31ª Quiltweek Spring Paducah – Kentucky (site oficial)

 

“Fireworks”, Lucia Souza, foto enviada gentilmente pela Suzana Refatti.

Além disso várias brasileiras tiveram menções honrosas e também receberam “rosetas” de seus trabalhos, como as meninas do Órbita Quilting.

“Ergos” trabalho de Claudia Dias, exposto em Paducah

Claudia Dias por exemplo estava com 3 trabalhos expostos no festival de Paducah e 3 em Portugal.

Começamos então a semana dessa forma… estimulando a todas/os a se dedicarem e praticarem essa arte deliciosa de unir pedacinhos de tecidos. Contem sua estória… não importa a técnica, e não importa se terá ou não premiações internacionais. Nós estamos felizes em fazer parte da sua história, e queremos muito ouvir você!

Dividir para somar sempre!

 

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Porque há uma história para ser contada…

Sempre digo que conhecimento é tudo! Saber da História nos faz pessoas mais seguras para tomarmos nossas próprias decisões na vida!

Então tomei a liberdade de poder contar o pouco que sei sobre Essa arte de unir retalhos.

Patchwork fragment with squares (front) Egypt, Mamluk Period silk patchwork with silk embroidery.

Patchwork já mostrou suas evidências desde 3.400A.C. Os Egípcios já aproveitavam as sobras dos tecidos para fazer colchas e armaduras. Há uma versão que chegou primeiro na Alemanha, e só no século XI chega na Inglaterra, usada não só em tapetes mas em túnicas clericais.

No século XVII foi levada pelos colonizadores  para os Estados Unidos, onde cada região criou estilo próprio,  e a partir da reunião de mulheres para a confecções de peças grandes, aplicando e alterando os estilos de cada região. Foi nesse momento que a arte de fazer essas preciosidades fossem passadas de gerações para gerações, onde não só as técnicas mas as agulhas e cores foram transmitidas para  as suas descendentes de forma Preciosa. Criou-se assim várias tradições pertinentes a arte de unir tecidos.

Quilting Bee, 19th Century by M. Weistling.

Em 1800 firmou-se a arte de que a moça fizesse doze colchas antes de se casar (Meu Deus! 12! sim Doze!), sendo que a última deveria utilizar os blocos Double Wedding Rings (Dois anéis entrelaçados). E lembrem-se que as máquinas de costuras caseiras apareceram somente por volta de 1851! Ou seja… até essa data todas eram feitas a mão!

Double Wedding Rings.

Em 1806 começaram a trabalhar nas colchas com os famosos blocos, que tanto conhecemos e amamos (conhecido como um padrão de cadeia irlandesa). Desdren Plates, Schookhouse, Bear´s Paw entre outros.

Mas foi na Grande Depressão Americana, a partir de 1929 que as Quilteiras apareceram de forma a aproveitar qualquer tipo de tecido e transformarem esses retalhos em peças únicas para serem usadas.

Interessante que por um período referente a liberação feminina, no final dos anos 60, houve uma desvalorização do Patchwork, onde Mulher não tinha que fazer esse tipo de trabalho! Tamanho absurdo tinha mesmo que ficar fora de moda, e em 1979 a Olfa lançou o famoso cortador giratório, e a nossa querida placa que não deixava a lâmina perder o fio, e as réguas com marcações, permitindo cortes mais rápidos e precisos. Estava novamente em alta ser artesã!

Hoje sabemos a dimensão que essa arte tomou conta em todo o mundo. Movimenta-se bilhões de dólares nos Estados Unidos e em todo o mundo. Brasil, Japão, Canadá, Inglaterra, Alemanha, França, Austrália, Espanha, Dinamarca e tantos outros países…. Grandes estilistas marcam suas coleções com peças formadas a partir de blocos de Patchwork.

As fábricas deste setor estão crescendo ano após ano. Cores e materiais são combinados de forma que os trabalhos tomem identidade própria.

Isso mostra que é impossível fazer um trabalho que não tenha uma inspiração em outro já feito.

Mas o mais importante que gostaria de deixar no final desse post, é que pensem bem… Aquilo que você corta, que você costura, que você coloca toda a sua energia, será dedicada para alguém. Seja por quê ou para quem que o faz… faça com toda a sua alma, a sua energia! Pois estamos sim, também fazendo parte da história de alguém!

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Patchwork

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