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Mais amor por favor!

Acabei de ler um post, daquelas amigas que sempre falamos, que sabemos tudo sobre a vida dela e que nunca estivemos juntas. Todas sabem… todos nós temos um amigo/a virtual.

O desabafo dela era sobre algo que também ronda as Quilteiras: EGO. Sim… com a competência nas execuções e nos projetos, as premiações, e a pseudo-fama que as mídias sociais proporcionam, tudo isso acaba virando um “altar” onde as pessoas as vezes se esquecem do princípio básico do Patchwork que é a solidariedade, o costurar em equipe.

Eu amo costurar com alguém. Tenho minhas fieis escudeiras, que sempre produzimos coisas deliciosas juntas. Eu e a Mila sempre fazemos “colchas”  com o mesmo tema, porém quando vemos prontos são dois trabalhos totalmente diferentes.

Foto: Generando Bloques

Cada um tem o seu estilo de executar. A escolha das cores, o quiltar, tudo faz com que as peças criem identidade própria. Todas são espelhos de nós mesmas. Até das nossas emoções. Quem não fez um projeto em um momento extremamente feliz, e quando olha aquela peça fica com o coração cheio de alegrias? E até mesmo o inverso. Costurar é uma terapia, por mais que seja o seu negócio. Na recessão americana as pessoas se reuniam e faziam colchas em suas tardes para se ocuparem, para aprenderem, para ensinarem.

Lógico que há um investimento bem alto em fazer patchwork. Cursos são cobrados, e eu mesma sou uma aluna constante em festivais. Há muito o que aprender, e as pessoas que se dedicam a ensinar merecem receber, inclusive para elas próprias gerarem recursos para novos cursos, terem investimentos etc.

Mas também essas mesmas pessoas arrumam tempo para se “doar”, recebendo apenas em troca várias alunas sedentas de saber.

Foto: Silvana Vituriano

E toda vez que eu vejo profissionais da área, tomando posições tão arbitrárias, julgando-se donas/os de todos os projetos do mundo, eu lembro de outros profissionais. Lembro de uma Silvana Vituriano que faz muitas aulas demonstrativas e coloca a disposição no Youtube, e responde a todos os comentários. Lembro da querida Adriana Sleutjes que faz questão de explicar em uma aula, tudo aquilo que aprendeu a vida toda. Ela é um enciclopédia de informações sobre técnicas e Mestres do Patchwork. Incrível… E doa, se doa… doa tecidos, amostras, tempo… uma delicia.

Vejo garotas novas e super competentes como as do Órbita Quilting, que pegam o seu final de tarde de todos os sábados para fazerem aulas ao vivo, tirando as dúvidas das suas alunas (tudo bem que sempre é no horário do jogo). Elas amam divulgar quais são as suas fontes de estudos e de inspirações. Mostram seus erros e seus acertos e são premiadas.

Foto: Gabriela Bregant – Generando Bloques

Há uma profissional que eu não conhecia, Gabriela Bregant, uma Argentina,pessoa incrível, que disponibiliza todas as segunda-feiras as 17 horas (horário do Brasil), cursos para ensinar Patchwork. Vocês podem encontrá-la na página dela, “Generando Bloques”. Ela então além de responder a todas, ainda tem a delicadeza de escrever em português. Isso é por demais encantador.

Quando se frequenta Mídias Sociais temos que ter sempre um filtro… pegar o que há de melhor e darmos o nosso melhor. Assim eu quero sempre fazer… dividir informações! Afinal essa é a base do Patchwork!

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A irmandade de Retalhos – a Arte de ver a Arte!

Patchwork é arte sim! A foto destacada é a linda obra de arte intitulada como “Women of color Jewls of Kenya” de Patricia Kenned-Zafreed, obra apresentada no Festival de Quilt de Houston.

Difícil tarefa de mostrar as pessoas que não são apenas retalhos cortados e costurados.

Quando eu comecei a costurar várias amigas me pediam… “na sua hora vaga faz um para mim!”. Elas mal sabiam o quanto isso me incomodava, pois não era a minha hora vaga, e sim a minha  PRECIOSA HORA USADA!

As redes sociais são uma ferramenta muito boa para unir “Quilteiras”. O amor a nossa arte nos faz virar “irmãs retalhadas”. Conheci artistas maravilhosas através dessas redes e elas acabaram se tornando amigas e amigos queridos, daquelas que realmente se importam com o que estamos sentindo. Patch é isso… não é apenas aprende, reproduz, corta e costura!

Cada peça tem uma identidade adquirida. A escolha dos tecidos se torna a expressão da nossa alma e os desenhos utilizados para compor a peça, imprimem nossos sentimentos naquele momento. Se houver quilt, o tamanho e desenho do ponto estarão delineando os nossos pensamentos, percorrendo dentro de cada um de nós os nossos sonhos e anseios.

Hoje li um post da Ciça Mora, onde ela ressalta a importância de cada professora, cada mestre mostrar que há arte em tudo o que fazemos. Ela delicadamente se coloca em uma frase ímpar…. “Não se ensina Arte. Apenas se sugerem caminhos apontando que toda a forma deve possuir conteúdo”.

Rute Sato: “Metamorfose”

Quando eu comecei a ter aulas com a Rute Sato eu simplesmente me apaixonei pela sua alma de artista, pela sua generosidade em querer sempre nos ensinar a pensar, e não só “copiar e colar”. Continuar lendo A irmandade de Retalhos – a Arte de ver a Arte!

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Com que tecido eu vou?

Esse título até parece uma marcha para o próximo carnaval, mas tem tudo a ver com o aprender…

Quando eu comecei a fazer Patchwork as opções eram boas, porém bem  limitadas.

Minha primeira escola de Patchwork foi na Kikikits (nos Jardins)! Era o meu paraíso importado dos tecidos. Na sequência eu descobri a  Welli (na Pompéia). Em ambas a  variedade era grande, e as estampas simplesmente maravilhosas. O tecido importado tinha um peso e uma textura bem diferente do nacional. Além disso as cores são tão maravilhosas, que ficava quase impossível errar o combinar de tonalidades. Bernartex, Moda, Kaffe Fasset , Hoffman entre outros são de tirar o folego de qualquer um.

Como sempre vou a Porto Alegre, descobri lá a loja Arte e Costura. Essa já tinha dos dois mundos… importado e nacional. A loja também tinha uma variedade incrível e seguia um estilo americano de ser nos dando muitas inspirações também.

Hoje continuo com a mesma opnião sobre o tecido importado! Sou completamente apaixonada pelo acabamento final que ele dá na peça!

O único defeito deles  é o de desfiar mais rápidamente, portanto cortou costurou. Não pode ficar muito tempo sendo manipulado, pois desfia. Porém até o costurar fica mais macio. O preço pode não ser tão convidativo, já que pagamos impostos muito altos. Na aplicação eles são perfeitos, além de que qualquer pedacinho pode ser usado, já que as cores combinam com tudo!

Nesse universo do importado temos os deliciosos batiks, que já mencionamos em posts anteriores. Esses são feitos de maneira artesanal e ficam simplesmente maravilhosos. Esses já não desfiam tão rapidamente. São a minha grande paixão. Com aplicações então são indiscutivelmente harmoniosos.

Hoje também temos fabricantes com excelentes qualidades e cores lindas. Composições alegres e que fazem toda a diferença  nos trabalhos. Alguns nos tiram suspiros. Adoro os temáticos.

Minha primeira experiência com tecidos nacionais foi com os do Fernando Maluhy. Na época era um paraíso a parte em uma esquina no centro de São Paulo. Formavam-se filas para compras. Era um loucura comprar. A qualidade é muito boa e havia tanta variedades que ficava também sem saber por onde começar. Como o custo era bom, comprava até não poder mais carregar.

O tecido nacional era mais leve e não tinha aquela cor mais “country” que eu buscava. Então parti para fazer coisas mais alegres. Adoro combinar sem medo, porque se desse algo errado não iria doer tanto no bolso.

Hoje passados 20 anos, meu coração cai nos dois mundos. Com o meu conviver em lojas como a MilFiapos e a Facyl, acabei por me apaixonar por várias coleções nacionais. As infantis são simplesmente maravilhosas. Da vontade de fazer grandes enxovais!

E há  algo de grande em usar tecidos nacionais: O meu espírito ufanista me faz pensar que devemos ajudar a indústria nacional, e combatermos cada vez mais o fechamento de tantas empresas. Para quem esta começando no mundo do aprender Patchwork, os tecidos nacionais não nos deixam com medo do “cortar e errar”. Hoje temos também alguns tecidos rústicos, que deixam as bolsas e alguns painéis diferenciados.

Além disso hoje temos diversos fabricantes nacionais fantásticos, cada um com seu estilo. Tenho vistos  fabricantes como Eva e Eva, Caldeira, Fabricart, Fernando Maluly todos com muita paixão.

Tecido com estampa digital (como nos corrigiu o nosso querido Airton Spengler, não existe Tecido digital, e sim Estampa digital) iremos deixar para conversarmos um outra hora.. pois tenho grandes ressalvas a esse estilo que arrematou as Quilteiras Brasileiras!

Sei que há muitas lojas e fabricas não mencionadas nesse post que já ficou longo… mas como esse Blog crê que Patchwork é um mundo de troca de informações, quero muito ouvir de vocês… qual é a sua grande paixão em tecidos?

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Memória afetiva em forma de retalhos…

Perdi minha avó muito cedo. Eu tinha apenas 4 anos. Ela como toda vózinha, era doce, delicada e me mimava muito. Tinha uma máquina, mas não tenho memória dela costurando. Mas me lembro perfeitamente de que quando ela morreu, eu me apossei de um roupão de flanela, lindo, todo florido. Quando eu estava triste, ou quando a minha mãe brigava comigo, eu deitava e me enrolava nesse roupão. Essa peça depois se transformou em uma saia – e eu já deveria ter uns dez anos.

Nem imaginava, mas já tinha a memória afetiva em forma de retalhos. Lamento muito o fato de não ter nenhum pedaço dele para colocar em uma colcha para a minha filha!

Quando penso na arte do Patchwork, penso justamente nessas peças confeccionadas, que quando formos embora, elas ficarão. Estarão acalentando e dando colo a tantas pessoas que amamos. Estarão com toda a energia que deixamos em cada corte, cada costura. Não se escolhe tecido de maneira arbitrária. Se escolhe olhando e mirando o alvo de quem a terá, usará. Para a Nath usaria roxo e azul! Para a Mila Turquesa. Para a Aurea muitos gatos! Para a Vivi flores pequenas e delicadas! e assim vamos….

Faço parte de alguns grupos de Quilteiras Americanas no facebook. É uma experiência enriquecedora. Vejo posts de senhoras que acabam falecendo (pois todas nós iremos um dia), e os filhos fazem exposições dos trabalhos feitos por essas senhoras. São tantos edredons com tantas cores, ou monocromáticos, todos contando um pouco de quem as fez, nas entrelinhas das costuras… quiltar da vida! Continuar lendo Memória afetiva em forma de retalhos…

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Liberdade em 2018! Ser ou não ser bloco?

Toda vez que pensamos em Patchwork, lembramos daquelas colchas gigantescas, com vários formatos diferentes, onde hipotenusas e paralelos se apresentam… onde há cálculos e mais cálculos a serem feitos.

Sim e não!

Lembra, da história do Desmistificar o Patchwork? Então é isso.

Você pode Sim pensar, planeja e escolher o seu Patch! O planejamento do Projeto é preciso para que o seu trabalho tenha todos os tecidos necessários. Sim, cortes tem que ser precisos! E teremos união de costuras perfeitas. Sim, a forma que você abrir ou não as costuras fará total diferença! Sim, você poderá engomar os tecidos, facilitará e muito o cortar. Sim, o quilt irá dar volume e formato preciso a todas as formas escolhidas. Sim, tecidos floridos e grandes não podem ser geométricos! Sim, todo corte deverá ser feito na orela do tecido. Sim viés tem que ser há 45º. Devemos sempre usar algodão. Sim use a linha da cor do seu tecido! Continuar lendo Liberdade em 2018! Ser ou não ser bloco?

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